Contexto vem antes da conclusão
Pergunte quem recomenda, para que uso, com que prioridades e durante quanto tempo. A mesma opção pode ser excelente para alguém que valoriza simplicidade e inadequada para quem precisa de controlo avançado.
Quanto mais explícito for o contexto, mais fácil é transferir apenas a parte relevante da recomendação. Uma frase como 'funcionou muito bem para mim' ganha utilidade quando explica em que condições isso aconteceu.
Uma recomendação forte também mostra limites
Confiança não se mede pela ausência de críticas. Pelo contrário, quem conhece bem uma opção costuma conseguir dizer onde ela não encaixa, que compromissos exige e quem deveria considerar outra coisa.
Procure sinais de seleção: foram consideradas alternativas? Que critérios decidiram? Existe alguma relação comercial ou incentivo que deva ser conhecido? Transparência não invalida a recomendação, mas ajuda a interpretá-la.
Consigo perceber para quem esta recomendação não seria adequada?

Experiência e evidência cumprem papéis diferentes
A experiência é valiosa para aspetos como facilidade de uso, ruído, organização, aprendizagem ou manutenção quotidiana. Para alegações técnicas ou de saúde, a experiência individual não substitui documentação apropriada.
Uma recomendação madura sabe onde termina a observação pessoal. Em vez de transformar uma impressão numa regra, indica o que foi observado e o que ainda precisa de verificação.
A melhor pergunta é sobre compatibilidade
Em vez de perguntar apenas 'recomendas?', experimente perguntar 'em que situação escolherias isto e em que situação não escolherias?'. A resposta tende a revelar os critérios escondidos por trás do sim ou do não.
Depois compare esses critérios com os seus. A recomendação passa então de atalho para decisão alheia a matéria-prima para a sua própria decisão.
Para levar consigo
Uma recomendação deve aumentar o seu critério
A utilidade de uma recomendação está menos na força da opinião e mais na quantidade de contexto que oferece. Bons conselhos tornam visíveis prioridades, limitações e alternativas.
No final, a pergunta não é se confia na pessoa. É se compreende suficientemente as razões dela para decidir quais se aplicam ao seu caso.