01

Informação pede origem

Uma afirmação factual deve permitir uma pergunta simples: de onde vem? Quando a fonte existe, ainda importa perceber se é atual, se se aplica ao contexto e o que ficou de fora.

Ter uma referência não transforma automaticamente uma afirmação em verdade absoluta. Torna-a, isso sim, mais verificável.

Consigo localizar a origem desta afirmação ou estou apenas a repetir uma conclusão?
02

Opinião não é um defeito

Uma opinião organiza valores, prioridades e interpretação. Pode ser muito útil, desde que seja apresentada como opinião e não como uma regra universal.

Duas pessoas podem conhecer os mesmos factos e dar-lhes pesos diferentes. Tornar esse critério explícito é mais honesto do que esconder a escolha atrás de uma aparência de neutralidade.

Documentos, notas e camadas de informação organizadas sobre uma mesa com luz natural
03

Experiência pessoal tem contexto

O que aconteceu a alguém pode abrir hipóteses, sugerir perguntas ou mostrar uma possibilidade. Não prova que o mesmo resultado se repetirá noutra pessoa.

Experiências são particularmente sedutoras porque são concretas. Por isso vale a pena perguntar o que era específico daquela pessoa, daquele momento e daquelas condições.

04

O valor está em rotular mentalmente

Não precisamos de interromper cada conversa para classificar frases. Basta adquirir o hábito interno: isto é verificável, isto é interpretação, isto é experiência.

Essa pequena separação reduz a pressão de decidir com base no tom de certeza de quem fala.

Para levar consigo

Uma pergunta que melhora a conversa

Quando algo for importante, pergunta: estamos a falar de um facto, de uma interpretação ou de uma experiência?

A resposta não encerra a discussão. Ajuda apenas a saber que tipo de confiança e verificação aquela afirmação merece.