Persistência e teimosia não são sinónimos
Persistir faz sentido quando as razões continuam válidas apesar da dificuldade. Teimar começa quando protegemos a decisão da informação que deveria poder alterá-la.
A diferença está menos no tempo investido e mais na qualidade das razões atuais.
Nova informação merece comparação
Nem todo o dado novo exige mudança. O primeiro passo é perguntar se altera uma premissa importante, um custo, um risco ou um objetivo.
Rever bem não é reagir a cada novidade; é atualizar a decisão quando aquilo que a sustentava deixou de ser verdadeiro ou suficiente.
Se estivesse a decidir hoje, com o que sei agora, escolheria da mesma forma?

O investimento passado não decide o futuro
Tempo, dinheiro ou esforço já gastos são reais, mas não podem ser recuperados apenas por continuarmos. O que interessa é comparar o valor e o custo de seguir a partir daqui.
Esta distinção é difícil porque desistir pode parecer admitir que o investimento anterior foi inútil. Às vezes, porém, a aprendizagem foi precisamente perceber onde parar.
Rever também implica comunicar
Quando uma decisão afeta outras pessoas, mudar de posição exige mais do que uma conclusão interna. É preciso explicar o que mudou, assumir consequências e ouvir quem foi impactado.
Responsabilidade não significa nunca mudar. Significa não usar a mudança para fugir às obrigações criadas pelo caminho.
Para levar consigo
Criar pontos de revisão
Em decisões duradouras, pode ser útil definir antecipadamente quando voltar a olhar para elas: depois de um período, perante determinado sinal ou quando surgir nova informação relevante.
Rever deixa então de ser uma crise de confiança e passa a fazer parte do próprio processo de decisão.